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Estes indícios de alguma variação lateral vieram a ser confirmados pela escavação. Depois de retiradas as camadas superiores e de realizada a topografia da superfície da cascalheira (figura 22), constatou-se a ocorrência de uma plataforma superior bem definida, no sector oriental, e de uma perturbação na sector ocidental, onde os microrelevos se acentuavam, configurando concavidades com alguns centímetros de profundidade. Estávamos, perante um sector em que a camada da cascalheira e a imediatamente sobrejacente camada silto-arenosa, contemporânea da ocupação humana, se encontravam relativamente bem preservadas (sector oriental), e outro sector em que teriam ocorrido alterações pós-deposicionais significativas, conduzindo a um revolvimento até certa profundidade da cascalheira (sector ocidental).

Figura 23 - Planta do horizonte arqueológico na área de escavação. Camada C e topo da camada D.
Uma terceiro elemento veio em apoio das conclusões anteriores: a análise da distribuição da indústria lítica, registada no perfil estratigráfico do talude pré-existente (v. figura 8), bem como na planta da zona escavada ao nível do topo da cascalheira (único em que este tipo de registo foi efectuado)(figura 23). Recorreu-se, ainda, à comparação entre a totalidade da indústria recolhida nos quadrados A e E, situados nos dois extremos da área escavada - os únicos em que se procedeu à desmontagem da cascalheira até à total ausência de artefactos líticos (figura 24).
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