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Ponte Vasco da Gama
Limitando-nos por agora a estas constatações, deixaremos para mais tarde ensaio de interpretação das mesmas, depois de realizada a observação mais atenta da indústria proveniente da zona escavada.

6.4. Área escavada

6.4.1. Condições de jazida


A área adjacente ao talude pré-existente, onde se procedeu à escavação de emergência, constituiu-se na principal base de dados adoptada, pela qualidade da informação reunida.


Figura 22 - Planta altimétrica da superfície da cascalheira (camada D), na área de escavação. Valores em centímetros.

A leitura estratigráfica do talude acima referido, apresentada na figura 8 (ponto 3.3. deste trabalho), permitiu identificar uma primeira realidade: a ocorrência de artefactos líticos principalmente no topo e faixa superior da cascalheira designada por camada D. Tornava-se igualmente patente, no mesmo perfil, alguma variação lateral da topografia da superfície da cascalheira e das condições de jazida dos artefactos líticos. Com efeito, na zona situada mais oriental do perfil desenhado, a cascalheira atingia cota mais elevada e os materiais líticos concentravam-se no topo. À medida que se evoluía para o lado ocidental (virado ao Tejo), a cascalheira baixava e os artefactos líticos distribuíam-se verticalmente dentro de limites mais amplos, jazendo por vezes bem no interior daquela.
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